Recordemos um pouco do muito que o apóstolo Paulo ensina sobre a maneira correta de ofertar, fazendo uma avaliação de nossa prática. Como procedemos?
Com prontidão? Da Macedônia, o zeloso e sensível apóstolo elogia: “Bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios”. Prontidão é rapidez, desembaraço, agilidade. Palavra usada também para o soldado em serviço.
Com voluntariedade? Conforme 2 Co 8.3, as igrejas da Macedônia ofertaram espontaneamente. E isso fizeram “acima de suas posses”, declara o texto. Houve um sacrifício voluntário. Em setores seculares não têm faltado voluntários que doam dinheiro e tempo, abençoando vidas. Que exemplos dignos de imitação!
Com regularidade? Entre os crentes mencionados em 1 Co 16.2, oferecia-se a oferta “no primeiro dia da semana”. Há membros de igreja que recebem salário semanalmente, mas a maioria recebe após trinta dias. Uns e outros podem ofertar regularmente. A omissão dessa entrega pontual dificulta a igreja diante dos vários compromissos mensais. Por exemplo: dar (ou pagar ou entregar) o dízimo uma vez ou outra, causa desequilíbrio e transtorno. Imaginemos um funcionário não embolsando seu salário com regularidade.
Com proporcionalidade? Observe-se ainda 1 Co 16.2: “conforme tiver prosperado”. É uma questão de justiça. Tremenda injustiça é quem ganha mais dar menos, ou quem ganha menos dar mais. Lamentável seria constatar igrejas e a obra missionária serem sustentadas pelos mais pobres, e os mais abastados fechando o coração e o bolso.
Na parábola do mordomo infiel, Jesus exorta seriamente os cristãos ao referir-se à censura do rico ao mordomo acusado de desperdiçar seus bens: “Presta conta da tua mordomia; porque já não podes mais ser meu mordomo”. O desperdício com o supérfluo (o melhor carro, a melhor casa, a melhor roupa, o melhor passeio etc) é capaz de consumir recursos suficientes para reduzir carências diversas.
Francisco Mancebo Reis
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